terça-feira, 13 de outubro de 2015

17, 14, 3, 18, 21, OBRIGADA!

Não sei, já estava com saudades tuas!...
Foi há tanto tempo.. e há tanto tempo que não me sentia assim. Não me arrependo de muitas coisas na vida, sempre me considerei uma miúda com juizo, o tipo de miúda para a vida!... Encontrei a minha vida!... Estou praticamente onde quero estar, e é tão verdade o que dizem! Aos poucos, a vida vai-te mostrando quem deve ficar e quem nunca devia ter entrado! Se pudesse? Não voltava atrás e fazia tudo igual! O Pedro, o meu Pedro. O meu amor. A ele, o melhor do mundo, que nem eu sei como algum dia lhe hei-de retribuir tudo o que faz e sempre fez por mim, parece cliché, não? Então, clichés de lado!
Em dois anos, dois anos da minha vida que por momentos achei estarem a ser desperdiçados!... Se pudesse, não voltava atrás. Não troco as pessoas que conheci no último mês por nada, não troco o amor da minha vida e tardes, noites, manhãs, ao lado de todos aqueles que amo, desmesuradamente! Tenho um coração tão pequenino e tanta gente enorme dentro dele...ah.. a gente!... a minha gente! Àqueles que foram saindo da minha vida, obrigada, aos que, contra tudo e contra mais alguma coisa, foram ficando: não tenho palavras para os agradecer!
Dizem que cada um tem aquilo que merece! E eu mereço tudo isto que me está a acontecer agora! E sinto-me tão capaz, tão realizada! Tão preenchida!
Adelaide Ferreira

domingo, 15 de março de 2015

O meu 15 de Março

Talvez nem sempre os últimos sejam os primeiros. Talvez nem sempre aquilo que mais queremos é o melhor para nós: talvez tu nunca tenhas sido o melhor para mim. Talvez essa tua atitude infantil te saia cara. Talvez todas as tuas últimas atitudes te saiam mesmo, mesmo, mesmo caras. Talvez amanhã quando acordar me tenha esquecido que existes. Talvez quando eu estiver com todas as pessoas que mais amo ao longo do dia me aperceba que afinal, tu não és assim tão importante, tão insubstituível. Talvez tudo aquilo que foste ainda o sejas. Talvez, só talvez, eu já tenha aprendido o suficiente em 20 anos. Talvez ao fim de três dias tenha finalmente dado ouvidos ao homem que mais amo neste mundo e percebido que: "quem falta não faz falta".
Talvez eu tenha mais dignidade do que amor por ti, e talvez com 20 anos, eu tenha idade para ter juízo.

Adelaide Ferreira,  nos 20's, com 24h para ser feliz.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

minha maior alegria

E o que seria o meu regresso senão isto?
posso questionar tudo na vida, cada amor, cada gesto, cada passo e cada palavra. mas isto não. isto nunca. tenho um amor tão grande que durante tanto tempo tentei ignorar, um capítulo tão marcante que por momentos me convenci a fechar. "nesta curva tão terna e lancinante...". Lembro-me porque e por quem comecei isto, e se alguma vez me arrependi de alguma coisa na vida: isto não. isto nunca.
lembro-me que, depois de ter sido campeã regional, terceiro lugar em equipa, quarto lugar em nacional de duplas, convidada da gala de mérito desportivo, pensar que chegava. que era assim que queria sair. que isto devia acabar num momento em que eu estava lá em cima: ainda bem que não o fiz. as joelheiras, as sapatilhas, as pisaduras, as dores nos dedos e os músculos a latejar. senti falta de tudo. voltei. voltei e não voltei igual. voltei melhor. voltei mais velha, mais madura e os títulos que tenho? seja como for serão sempre meus. e esses ninguém me tira. de qualquer das maneiras não dei nada ao voleibol, o voleibol deu-me tudo.

Olá dois mil e quinze, Olá Fevereiro.
Adelaide Ferreira