segunda-feira, 3 de maio de 2010

Ready, Set, Don't Go !


«Somos todos iguais! Uns mais iguais do que outros…»
Hoje percebi que estou inteiramente ligada a ti, e que faça eu o que fizer há-de ser sempre assim. Somos como aqueles dois ímanes do livro. Temos os pólos iguais, e nem toda a força do mundo vai fazer isso mudar, mas no fundo somos mesmo exactamente iguais, só não coexistimos, porque isso iria causar saudades a alguém, se nos ligássemos, se fossemos um só, se ambos quiséssemos, seria tudo bastante mais complicado. Iríamos sempre fazer falta a alguém. Para além da nossa, existiria sempre uma força superior à vontade que nos ia fazer afastar. Estou-nos a comparar a um íman, achas normal? Hoje pensei em ti todo o dia. Os ímanes não pensam, e eu devia fazer o mesmo. Os ímanes não choram, talvez devesse imitá-los. Os ímanes não sentem, não têm dores, não quero que doa, eu sei que me faz crescer, mas nunca é crescer a teu lado, por isso nem sei se me interessa tanto, mas eu preciso de te sentir, eternamente. Se te sentir sempre mais perto e melhor, não me importo de chorar, não me importo de não crescer a teu lado, não me importo de pensar o dia todo em nós. És tão altruísta, és tão dono de ti próprio, és tão perfeito.
Costumávamos andar de mãos dadas, e nunca nos importávamos muito com aquilo que se podia pensar. Tu protegias-me do mundo real, porque nunca me quiseste ver sofrer. Quando chorava tu limpavas-me todas as lágrimas, lembras-te?Normalmente, e quando não nos aborrecíamos um com o outro, chamavas-me «tua menina», e eu abraçava-te, abraçar alguém verdadeira e genuinamente é um sentimento muito melhor do que o amor. Qualquer amor. Não preciso de viver um grande amor para sentir, para perceber sim, mas para sentir não.
“Desculpa ter percebido o quando me és importante assim tão tarde.” Dói pensar que é tarde demais não dói? Tu ainda foste capaz de o partilhar comigo, eu sofri sozinha, desculpa. Sei que não gostas que sofra, ou pelo menos não costumavas gostar, será que mudas-te assim tanto?

«Mesmo que não te tenha nos meus braços, viverás em mim, por tudo o que te dei.»

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