domingo, 8 de agosto de 2010

Domingo, 13

juro que se há coisa de que sempre me orgulhei foi da minha inteligência, de ser um ser humano e a possuir. ultimamente e desconfio porquê, acho que estou a perder a inteligência. penso que 3 meses de férias e sem pegar num único livro com equações e continhas difíceis me está a dar cabo de parte do cérebro.
ou seja:
hoje, enquanto praticava uma espécie de desporto a que gosto de chamar Ténis (descalça devido aos 40ºgraus á sombra que se faziam sentir) espetei qualquer coisa no pé, foi fofinho ver a pocinha de sangue no chão, acabei por ficar quase bem, precisava de um banho, mas era a actividade que estava bem lá no fundo da minha lista de actividades de Domingo. Precisava de levar o Scott á rua. Valente. com um pé a sangrar, calcei os chinelinhos de dedo, fui em calçãozinho do mais curto que há e uma T-shirt comprida. para mostrar o pé ao meu irmão no meio da rua descalcei o chinelinho esquerdo e imagine-se:
de costas para ele levantei o pezinho magoado, ou seja, meio da rua, um pé, carros a passar, Scott numa mão a querer andar rápido acabei por me desequilibrar e para não ir de cara ao chão pus as mãos a ampara a queda: má jogada, o Scott estava com pressa, eu cai no meio dos piquinhos do mato ao pé do passeio e só vejo o meu irmão bem lá ao fundo a tentar apanhar o cão.
de picos nas mãos, no peito, e na roupa, por todo o lado, continuei valente.
após a chegada a casa e já no banho a ver em que condições tinha o pé desequilibrei-me e caí no meio da banheira, que a propósito não é de borracha.
ponto da situação: picos nas mãos, dor no pé, dor nas costas.
fui para o quarto e prometi que não saia mais hoje ! mas tinha tanta sede...
agora por favor prometam-me que nunca, jamais, vão andar em casa sem luzes, não sejam valentes.
eu tenho a mania que sou valente e ás escuras fui á cozinha beber água, e a sede era tanta... mas a porta não ajudou: fechada. Eu disse que não tinha luz não disse? Tirem as vossas próprias conclusões.
Ponto final da situação: picos nas mãos, dor no pé, imensa, dor nas costas e uma sobrancelha estragada porque fui com toda a força que o meu corpo possui contra a porta de madeira da cozinha.
pelo sim pelo não, fechei a porta do meu quarto e as janelas a sete chaves, afastei os objectos cortantes e estou só na cama, com dores, a escrever.
até amanha, se amanha acordar, é claro

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