Diário:(latim diarium, -ii, pagamento diário, registo diário)
adj.adj.
1. Que é de todos os dias ou que se faz todos os dias. = quotidiano
s. m.
2. Relação do que se faz ou sucede diariamente
3. Escrita diária e pessoal
Sábado, 6 de Março de 2010
Lembras-te? Nunca foste tanto quanto és agora. Nunca ninguém foi. Uma semana, e já és o meu miúdo.
Eu conheci-te à 3 anos, tu eras o José Pedro da minha turma, e eras indiferente. Eu não consigo nem quero explicar o que sinto, mas ambos sabemos que é real. Foram as férias de carnaval que o mudaram, foi no dia 25 de Fevereiro que te tornas-te em tudo, foi no dia 25 de Fevereiro, o primeiro “Amo-te”, quando eu disse que se morresses, eu morria contigo, e que se fosses para o hospital em coma, eu passava as noites agarrada a ti a chorar, e a falar contigo, mesmo que tu não me ouvisses. Mas eu voltava ainda mais atrás, desculpa. Tu dizias que me “adoravas”, e eu chamava-te trengo, começamos a falar todas as noites, e eu perguntei-te se ia ser sempre assim, e tu disseste que não o controlavas, e que simplesmente acontecia. Sabes o que é que doeu mais do que ter magoado o dedo naquela sexta-feira? O facto de (ainda) não me seres nada, e teres demorado 2 minutos a chegar à minha beira, e teres-me feito sorrir, e teres ficado comigo, e teres sido o ponto de abrigo. Sabes o que é que me faz sorrir de verdade? Dizeres que NUNCA me vais deixar, e obrigares-me a promete-lo a ti também. Sei de cor todas as nossas promessas, e são as mais importantes de toda a minha vida. Eu nunca te vou deixar, nunca vou duvidar do teu amor por mim, e tu nunca me vais deixar nem nunca vais acabar com as nossas conversas. 23, vinte e três mensagens bonitas tuas e só nos damos bem à 2 semanas. Tens noção daquilo que me és Pedro? Tens noção de que te vou obrigar a cumprir tudo o que me dizes em centenas de mensagens? Hoje chateaste-te comigo a sério, e assustei-me imenso. Agora não me respondes à mensagem que te mandei :O mas acho que estás a dormir, por isso não me preocupo,
AMOTE, sem hífen, para que nada NUNCA nos separe, meu anjo!
Adelaide Ferreira
Terça-feira, 16 de Março de 2010
Não é irónico? Cheguei ao ponto de dizer que se me chamasses de tua melhor amiga, eu morria nesse instante, e no entanto tu fizeste-o e ambos continuamos aqui. Passei a minha noite de anos a chorar por tua causa, mas tu achas normal, e nem questionaste. Para ti é tudo muito comum, tudo muito normal. Não acho. Eu amo-te, tu amas-me, e será que nos amamos da mesma maneira? Eu não penso que seja assim. Não sei se te amo mesmo no verdadeiro sentido da palavra, mas sei que quando chorei, foi por saber que as coisas iam mudar. Ainda sinto um peso enorme no peito. Não tenho vontade de estudar. Amanha temos teste de ciências, eu não sei nada, mas também não estou muito preocupada, porque é algo que me faz lembrar-te e irrito-me por te lembrar. Temos uma história sabes? Eu amei-te, depois odiei-te e depois amei-te outra vez. É horrível. Nem cheguei a ter saudades. Agora amo-te, muito. Mas sinto raiva, de ti, e da outra. Patrícia não é? E tu queres que eu a conheça, pois, já me esquecia, sou a tua melhor amiga. Como é que é possível. Como é que não percebes as coisas?
Quero-te odiar, pode ser que amanha, quando vir a tua namorada o sinta. Não quero sentir este peso no peito. Magoei-te quando chamei melhor amigo ao Tiago? Então vou continuar a faze-lo, vou continuar a magoar-te para te esquecer de vez. Não é o melhor caminho, eu sei, mas é o único que eu encontro. Não te vou pedir desculpa. Também não o fizeste quando entraste sem pedir autorização e me arrancaste o coração. Detesto-te por me fazeres desejar-te tanto.
Adelaide Ferreira.
(Perdoa-me ter publicado tudo aquilo que te confidenciei em noites e noites. Perdoa-me ter contado ao mundo tudo aquilo que te contei. Eras pessoal e intocável, a partir de agora és de todos, tal como eu.)
E agora que a tua ausência devora os meus dias e os transforma em anos, a minha (in)consciência tenta relembrar-me que algum dia, poderei eventualmente ter sido feliz a teu lado, não o sei de cor. Devia?
Hoje que faz precisamente um ano que te deixaste levar por outro coração, amanha que fará precisamente um ano, em que o meu parou de bater, não é justo, pois não? AMANHA, sabes que dia é amanha? Não. Os dias para ti contam como um todo, para ti a felicidade é um momento.
Hoje não te vi, começo a duvidar da tua existência. Amanha quando estiver com aqueles de quem gosto, aqueles que gostam de mim, e não te vir, vou entender que 7 meses são tempo a mais para entregar alguém. Talvez perceba que dar sem receber é para os parvos. Sou uma parva. Prometo que amanha não vou chorar, nem pensar nisso!
A partir da meia-noite de hoje, tenho 24h para ser feliz.
Adelaide Ferreira
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