E sempre que escrevia para ele, não tinha eu mais do que 12 anos, todos adoravam, a dor que causava era superior a tudo aquilo que algum dia pude viver. e as palavras fluiam, e o amor que lhe tinha sicatrizava tudo aquilo que de mal ele me dizia. O amor/amizade que nos tínhamos, sei que era reciproco, ainda hoje o lembro. Sei que quando chegava perto dele ambos sentiamos uma atração incrivel, que acabava com beijos e tardes quentes. a ultima, a proposito, na praia. Não tenho saudades, nenhumas, sempre foste muito Homem enquanto nos tivemos um ao outro, sempre soubeste falar-me ao de leve quando sabias que as coisas não estavam bem, sempre soubeste por o ciume de lado e me chamar tua menina para que as coisas entre mim e aquele por que mais tarde te troquei, corressem da melhor forma.
Toda a dor que me causaste, e que eu também te causei, fez a história que tivemos, e isso era aquilo que dava alento à escrita.
Nunca soube escrever sobre o Diogo como soube escrever para ti, Pedro. Hoje sei que algumas pessoas não mudam de «pessoa» baixam o nivel. Sinto que baixei o nivel à 2 anos atrás. Sinto que mesmo depois de me teres pedido que não te deixasse e eu o ter feito, tu continuavas ali para mim, e eu não queria ver ! Perdoa-me !
Escrevo-te hoje, para que saibas que sem ti, os textos nunca foram os mesmos, e que o teu lugar, eu nunca mais dei a ninguem, pelo menos integralmente, escrevo-te para que dois anos depois, saibas que sempre que te disse «amo-te», era verdade. Hoje passo por ti e tu piscas-me o olho e sorris, eu digo-te Olá. Gostei muito de ti, e penso: porque é que te adiei dois anos ?
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