segunda-feira, 30 de setembro de 2013

mas vamos lá ver se a gente se entende...voleibol 1#

Começa na quinta-feira, uma nova etapa da vida de muitas jogadoras, mas principalmente da vida do Prof. Serdoura, por isso, relembro com saudade (e até nostalgia), a minha fase da minha curtissima vida como jogadora de desporto escolar, porquê hoje? Porque assisti, e assistimos todas à discussão mais absurda que algum dia o universo decidiu criar.
Pois é, lembro-me que "não servia por cima" e que de técnica não percebia rigorosamente nada, lembro-me que não sabia planear um jogo, nem prever jogadas, nem surpreender ao ataque, lembro-me que era péssima em quase todas as posições, mas no primeiro treino, para a Fabiana "eu era a passadora encontrada", digamos que não era propriamente especifica, que apenas fazia um treino por semana, e que jogos oficiais, fiz dois! Digamos que era a miúda mais mimada que eu conhecia, mas isso foi antes do cancro da minha mãe, antes do meu irmão ser despedido do emprego, antes do Gabriel chamar o meu nome quando caia, antes de reprovar no 12º ano, antes de entrar na corporação dos bombeiros, antes de passar nos regionais, e depois obter o quarto lugar em nacionais no alentejo, contra o país todo, isso foi antes de conhecer o António, e antes da márcia ser a minha melhor amiga, e antes de ter que dizer ao meu ex-melhor amigo (o Bruno) que não gostava dele como ele gostava de mim, e antes de o perder por coisas estúpidas, e por atitudes que ninguém que se gosta deve ter, era a miúda mais mimada que eu conhecia, mas antes da minha vida dar uma volta de 180º. Eu não aceitava criticas, juro que não, e qualquer pessoa que me dissesse: "Faz mais assim", "Faz mais assado" era, sem duvida, um alvo a abater. Ninguém podia dizer-me que eu estava errada, ou não fosse eu uma vedeta! Ninguém podia dizer-me que devia estar mais para trás ou para a frente, e foi o Cassiano, o MEU treinador, que me fez mudar isso, a Paula e a Fabiana também, porque conhecia nos três um mérito incrível, que também eu queria! Lembro-me que a última vez que tive uma atitude dessas foi com o António, já no fim da época, em julho, num dos treinos noturnos, em que ele era passador, e eu atacante... oh vá lá... ele tinha chegado à equipa em Maio, eu ensinei-lhe metade das coisas que ele sabia... e não achei justo ele ser distribuidor e não me passar a bola!...Todos os atacantes que recebem a bola e depois se vêm privados de atacar, sabem do que eu falo!... pf...não?... pois não! Mesmo que a atitude dele não fosse a mais correta, eu teria sido boa atleta e boa desportista e acima de tudo boa colega, se tivesse continuado o jogo com um sorriso nos lábios... mas a frustração! A frustração e o orgulho acabam com tudo da forma mais mortífera! Decidi que devia ir embora e virar costas ao jogo, afinal, aquela nem sequer era a minha equipa! Foi a ultima vez que tive uma atitude dessas, entretanto cresci e aprendi que coisas dessas, não mudam nada, e se passar a vida toda zangada, isso só faz de mim uma má pessoa. uma pessoa ridicula.
Hoje a Jéssica, achou-se no direito de discutir até às lágrimas com a equipa toda, porque a NOSSA passadora, não passa como deve ser segundo ela... A márcia teve um peso enorme nos ombros, que tentou tirar da melhor maneira, se eu fosse capitã da equipa punha-as em casa num instante, ou a correr à chuva como eu também já fui obrigada a fazer, para acalmar os ânimos. A minha opinião? A Carolina é a melhor passadora que já tivemos, já para não falar do quão humilde e sincera é... E lamento que ainda haja juniores (meninas de 15 anos pra cima) que não saibam ouvir comentários construtivos vindos da capitã/treinadora e que não saibam respeitar e ouvir a opinião do resto da equipa. A minha atitude perante a discussão? mantive-me neutra, não dei opiniao: primeiro porque a Márcia é a minha melhor amiga, segundo porque a Carolina tinha razão e isso não era sequer discutível, e terceiro porque aprendi nos ultimos meses que a vida é curto demais para perder um treino daqueles com discussões patéticas.


Adelaide Ferreira, Atacante em saídas, titular, 14.

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