quarta-feira, 25 de junho de 2014

O António

Se soubesses o quanto o mundo é dificil quando não estamos de mãos dadas, quando desde o dia 13 deste mês os teus lábios não me saiem da cabeça!... se soubesses o que é dormir todas as noites numa cama onde já me deitei contigo!... se tu soubesses o que é estar quase a adormecer, e lembrar-me da tua cara!... pior: do teu sorriso, desses teus olhos castanhos e perfeitinhos!... Se tu soubesses miúdo... o que é saber que a Marta está agora mais perto e que aquilo que podes viver não vives por causa disso!...
Já tive um ou dois namorados, para os esquecer usei sempre outras pessoas... usei-as, é triste mas é verdade. Amei uma única pessoa e por outra senti uma paixão louca, que só hoje sei definir! O que sinto por ti, o que sinto por ti foi sempre paixão, ou tesão, ou desejo. O que sentia por ti enquanto te tinha ao meu lado, enquanto nos beijavamos no meu carro, enquanto nos tínhamos na minha cama era desejo. E hoje que não te tenho é amor. Sei-o porque estando bem me lembro das tuas piadas parvas e me rio sozinha, no meio da rua, em casa, à noite, de manhã, enquanto tomo banho ou enquanto estudo. És só tu. Na minha cabeça e no meu corpo, há quase um ano que és só tu!...
Tenho saudades tuas, és um sonho que gostava d viver para sempre!... mas tens a marta e a única coisa que posso fazer, é esperar que te lembres de mim, esperar que as tardes tenham significado alguma coisa para ti... esperar que não esqueças a miuda de 95 que roubou o primeiro beijo a um miúdo de 96 e que é louca por ele.

Um beijo,
Adelaide Pinto, 1995

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