domingo, 26 de outubro de 2014

Não há coincidências!...

Dizem que a primeira coisa que se esquece de uma pessoa que perdemos é a voz. E é,  meu amor. E é.  Não me lembro da tua, nem que me esforce, nem que queira, não consigo. Nunca deixei de te amar, mesmo que pareça, mesmo que me tenha tentado enganar. O teu lugar é teu, melhor: o teu lugar ainda é teu... e o pior? Não foi por falta de opção. Ninguém se parece contigo,  ninguém tem o teu perfume, ninguém tem as tuas manias, as tuas obsessões ou os teus discursos. Ninguém partilha os dias e as noites comigo como tu partilhavas, não voltei a querer alguém na minha vida como te quis a ti... isto não mudou nada. Continuo à tua espera como estava no dia em que decidimos que tinhas que partir... continua a doer horrores (ainda que, confesso, só de vez em quando) o facto de saber que não me querias na tua vida para sempre, como eu te quero, o facto de saber que não era tão única quanto tu fazias parecer, o facto de não ser boa o suficiente para ti... não lhe chamemos low selfesteem chamemos-lhe amor por ti, e isto ainda não me passou...
Não sei absolutamente nada, mas de uma coisa estou certa: ainda não te arranquei da minha vida, do meu coração, da minha cabeça. E a realidade é uma: visitas-me todas as noites, e todosbos dias, eu lembro-me de ti e desse teu sorriso que eu amo, que eu sempre amei.

Adelaide Ferreira, tua Adelaide Ferreira

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