quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Não escolhi

Hoje sei que o destino é o destino e que nada podemos fazer quanto a ele. Pensei que aos 25 estaria a morar sozinha, na minha casa, com o emprego de sonho na minha área e quiçá, um amor para abraçar e me aquecer a alma: não aconteceu. namorei tanto que hoje, quando olho para trás vejo um leque de adeus tristonhos e momentos vazios. Tenho saudades do que fui e do que não volta. Tenho saudades dos tempos em que na minha confusão pessoal havia um alguém  que me afagava o cabelo. E que tornava o mundo mais leve.  Tenho pena de viver entregue a algo que não existe, a um alguém que não é meu e que não sinto. Tenho pena de ter escolhido esta profissão e já nem isso me fazer feliz. Pensei que tudo o que me faltava era o emprego na área, o carro da empresa, o salário ao fim do mês: mas é mentira. Fui mais feliz num tempo em que não tinha praticamente tempo e vivia agarrada à convicção de que p futuro seria melhor. Hoje não vejo futuro. Vejo vários lugares vazios que me fazem querer chorar. Vejo um monte de nadas que nunca hão de significar algo. Perdi a pachorra, o sorriso, a esperança. 
Quando te encontrar, abraça-me!

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