quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

the worst part of it all was loosing me

talvez ainda esteja anestesiada. talvez só doa quando estou sozinha porque é efetivamente quando estou sozinha que me permito pensar e lembrar. talvez agora que partiste, que na minha cabeça morreste... sim, fui obrigada a matar-te, a imaginar-te uma morte um funeral. foi mais fácil assumir que morreste, do que assumir que me escapaste entre os dedos. do que assumir que quiseste e preferiste partir do que insistir. quando alguém morre, custa menos. aceitamos que morreu e pronto. não deixamos nunca de amar essa pessoa. assumimos que não voltará, porque infelizmente está morta e não volta. ainda tenho sonhado contigo, são quase sempre sonhos maus. a minha mãe tem dormido comigo e diz que ainda choro a dormir: eu não sei. sei que quando esta noite acordei porque sonhei com o teu funeral, estava completamente sozinha. sozinha como há meses não estava. como há dois anos atrás. eu era forte, independente. tinha o meu carro, o meu trabalho, os meus estudos, as minhas saídas, as minhas paixões e não doía. não doía nunca. posso voltar? não faço asneiras prometo! prometo que só quero que pare de doer. prometo que te consigo amar sem dor. o luto de ti custa tanto! o luto custa sempre, mas o teu... às vezes sinto que avançaste tão longe e que eu fiquei tão para trás. fiquei? não fiquei pois não?!

Sou forte, independente, todos me dizem que sim, eu sei que sim. ainda não te odeio e as minhas amigas dizem que vou odiar. ainda te amo mas sei que tiveste que partir. um dia cruzamos-nos outra vez, e pergunto-te porque tiveste que partir.
O dia em que fomos felizes ao acordar na mesma cama. 20 Novembro 2016

Adelaide: olha o Pedro tinha uma igual a esta
Ana: ai outra vez Adelaide? voltas a falar no Pedro vamos ter problemas graves.

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