terça-feira, 15 de outubro de 2013

tu*

vou escrever-te sem escrever uma unica palavra, e sei que tu vais compreender-me, vou escrever-te sem te dizer rigorosamente nada, mas tu vais sentir, porque ainda acho que me conheces bem...
sei de tudo, sei que não há nada a temer, por isso não tenhas medo! dá-me a mão e fecha os olhos, ambos conhecemos demasiado bem o corpo um do outro agora. ambos sabemos o que vem a seguir, ainda que o teu coração bata bem mais rápido do que o meu. tenho um pedido a fazer-te (só mais um dos mil que sempre te fiz e que tu recusaste)... não o mostres a ninguém... escreve nele por ti e para ti, escreve sobre tudo porque sabes que te acalma, mas deixa-me lê-lo para sempre, porque lá no fundo tu sabes!... é este o meu pedido... assim como te pedi que não parasses nunca de escrever, peço-te hoje que não o mostres a ninguém... porque é a única maneira que tenho de ter a certeza de que tu alguma vez exististe!...

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